Buscador, caçador do eu, pesquisador de seres, inventor de mim, solucionador: o que vier eu traço. Pensador prático, construtor de mim mesmo, experimentador, ousador, louco por aventuras e pelo ainda não vivido, buscado ou imaginado.
Incógnito, normal, comum, especial por isso mesmo.
Acredite se quiser...
Os textos e imagens do Ser Humano são de propriedade dos autores, Schico e François Porpetta, e sua reprodução não é permitida sem expressa autorização.
Se quiser reproduzir é só pedir via email e citar a fonte.
Obrigado
Os dois são idênticos, pelo menos tento que sejam.
O Ser Humano gosta de usar muitas fotos.
Se por acaso alguma não abrir, basta clicar com o botão da direita sobre o quadrado da foto e escolher "Mostrar Imagem" ou "Show image". Ela vai aparecer.
SALMO 91
Confiança
Tu que habitas sob a proteção do Altíssimo
Que moras à sombra do Onipotente, Dize ao Senhor: Sois meu refúgio e minha cidadela,
Meu Deus, em quem eu confio. É ele que te livrará do laço do caçador,
E da peste perniciosa. Ele te cobrirá com suas plumas,
Sob suas asas encontrarás refúgio;
Sua fidelidade te será um escudo de proteção. Tu não temerás os terrores noturnos,
Nem a flecha que voa à luz do dia, Nem a peste que se propaga nas trevas,
Nem o mal que grassa ao meio dia. Caiam mil homens à tua esquerda e dez mil à tua direita,
Tu não serás atingido. Porém, verás com teus próprios olhos,
Contemplarás o castigo dos pecadores. Porque o Senhor é teu refúgio;
Escolheste, por asilo, o Altíssimo. Nenhum mal te atingirá,
Nenhum flagelo chegará à tua tenda. Porque aos seus anjos Ele mandou
Que te guardem em todos os teus caminhos. Eles te sustentarão em suas mãos,
Para que não tropeces em alguma pedra. Sobre serpente e víbora andarás,
Calcarás aos pés o leão e o dragão.
Pois que se uniu a mim, eu o livrarei;
E o protegerei, pois conhece o meu nome. Quando me invocar, eu o atenderei;
Na tribulação estarei com ele; Hei de livrá-lo e o cobrirei de glória. Será favorecido de longos dias,
E mostrar-lhe-ei a minha salvação.
janeiro 31, 2004
Ouvindo Tracy Chapman - New Beginning e eu tenho a sensação que posso ser alguém
tumtum
tumtum
tumtum
mais um
mais um
mais um
coração
çaõção
çãoção
com saudade de tum
tumtum
tumtum
Foram tantos os ameaços,
as sensações pressentidas e não sentidas.
Pode ser aqui, pode ser alí.
Nem cá, nem lá.
Ameaço de "tu", transfigurado em alguém-ninguém.
Tu não tá.
Eu num tô.
Quem será "tu"? És tu, "tu"?
E eu, serei "eu"? Mesmo?
Alguém tá fazendo o papel de eu em tua vida,
niguém tá fazendo o papel de tu na minha.
E eu? Tô sendo eu?
Até quando?
Pôrra!!!
escrito por abrir só este post 5:22:00 PM
0 Pensando melhor
janeiro 25, 2004
Ouvindo Beethoven, e um monte de piano Porque acho que combina com São Paulo City,
e porque foi em São Paulo que aprendi a ouvir Beethoven, aliás foi lá que aprendi a viver.
Nasci em São Paulo, mas numa cidade bem diferente do que é hoje; com toda sua grandeza muda mais que qualquer cidade pequena - é uma cidade mutante. Foi lá que o Divino, talvez em comum acordo comigo, escolheu para que eu viesse ao mundo. Nasci, cresci e me criei em Sampa. Me libertei aos 17 anos. Mas muita coisa vi lá, que guardo até hoje, principalmente esta maneira de enxergar o mundo.
Dizem que nasci por causa de um morteiro antecipado de São João, a bolsa estourou e lá foi Schiquinho vir ao mundo de 8 meses, de repente, num parto extremamente difícil, na Maternidade Santana, pelo qual quase que minha mãe eu não passamos. Nasci todo quebrado, fórceps, tenho cicatrizes até hoje. Não queria vir de jeito nenhum. Tá vendo o uso do que? Bem paulistano mesmo.
Bom Retiro - Rua dos Italianos, 771. Foi esse o endereço escolhido por Deus para que eu descobrisse o mundo. Morava no início, bem no início, na casa da frente, um sobrado. Lembro-me pouco dessa casa, só que uma vez caí do berço tentando escapar, e que ficava horas sozinho brincando com alguma coisa no berçinho. Foi aí que aprendi a pensar. Pensava muito, juro. Sobre tudo o que uma criança de um ou dois anos pode pensar: xixi, coco, mamadeira, mamãe, papai. Não pensava nas agruras do desenvolvimento humano, mas se pensasse estaria mais próximo de uma solução menos trabalhosa para o enigma.
Pouco tempo depois minha mãe inventou que não podia subir escadas, e nos mudamos para a casa dos fundos - o imóvel todo pertencia a meu avô -, e lá foi Schiquinho aprender a traquinar, a brincar e falar sozinho. Ah! sou filho único. Mudaram uns japoneses na frente, que faziam festas com festival de sushi e outras comidas que cheiravam mal e eu não gostava deles. Como a vida muda a gente, hoje se pudesse comia inteiras aquelas travessas de sushi, sashimi e um monte de coisas mais que eles punham em mesas no quintal.
Sabe como eram essas casas de São Paulo naquela época? Bom Retiro, divisa com Barra Funda, terreno estreito e comprido, ia até o meio do quarteirão. Bem lá, no meio do quarteirão, ficava o meu quartinho, meu mundo. Com um corredor estreito e comprido, com um primeiro portão de madeira verde ou azul clarinho que limitava as casas, e depois um de ferro, cinza escuro, bem longe, que já dava na calçada.
Conheci o mundo, a vida, através desse corredor. Mas tinha de passar pelo portão cinza antes. E aí já é outra história.
E o piano? Sim, era nesse quartinho que eu fechava os olhos e ouvia o som do piano, tocando horas e horas sem parar, estivesse eu acordado ou dormindo. Todos os dias. Todas as horas. Não tinha piano nenhum, tocava dentro de mim, e só eu ouvia, ninguém mais. Achavam que eu era doidinho - ainda sou. Por isso Beethoven hoje, em homenagem a São Paulo. E eu fui na festa dos 400 anos na inauguração do Ibirapuera, bebê, de colo.
escrito por abrir só este post 7:13:00 AM
0 Pensando melhor
janeiro 17, 2004
Ouvindo Van Morrison - What's Wrong With This Picture? Agora temos "music at work" ...
... e isso faz toda a diferença. A vida é muito melhor com música. Estou aqui tranquilamente fechando meus relatórios semanais, atendendo clientes, e ao fundo a Jazz FM102.2 - London.
Quer baixar música até ferver o micro? Anote estes nomes:
- Katie Melua - Call of the search
- Jamie Cullum - Twentysomething
- Michael Buble - tem uma versão do how can you mend a broken heart muito legal.
- Van Morrison - What's Wrong With This Picture - não perca essa!
É uma rádio pra Nine, tocou agora Norah Jones, e pra Dudu, acabou de tocar Chat Atkins. E pra mim que gosto de tudo!
Tá muito certo quem diz que o certo não é pedir para os problemas acabarem, ou pra ganhar na loteria - embora não vá nada mal - mas pedir para que tenhamos condições de nos tornar mais inteligentes, mais fortes, mais obstinados do que os problemas. Para melhorar através da própria superação. Só assim a vida tem significado. Progresso.
Não dá para saber da história de cada um. O pouco de um pode ser mais do que o muito de outro.
Voltei a estudar Photoshop. Adoro isso. Tô muito feliz com isso! Obrigado Senhor!
Tá chovendo, uma chuva consistente, não as nuvens de 5 minutos que têm passado por aqui. Uma chuva maior e consistente, embora não forte. Chove no Brasil inteiro, quem vê na TV nota que só aqui não chove. Nada contra o Sol, mas eu gosto de chuva sem excesso, assim, de noite, na janela...
Falando em janela, hoje passei em frente à Janela de Apipucos. Tá mais bonita. Assim que consertar o Jumpshot, volto a tirar fotos e uma delas vai ser a nova pintura da Janela de Apipucos.
escrito por abrir só este post 8:57:00 PM
0 Pensando melhor
janeiro 11, 2004
Ouvindo piano clássico: Debussy, Chopin, Mozart e Beethoven Nessa ordem, num certo sentido progressiva...
... o piano é a pura expressão da onda.
As respostas vêm de todos os lados, basta estar atento às pistas. Ontem estava mexendo no site do François Porpetta, e bem alí no Atemporal estava a chave procurada: ondas.
Tudo é onda, tudo é feito de ondas. Pode até estar gramaticalmente incorreto, mas tudo são ondas, dos mais diversos tipos:
- o som do piano é onda pura
- Luz é pura onda
- a matéria é feita de ondas, até a mais densa
- o Sol é uma Usina de Ondas
- o Universo é todo ondas que se cruzam
- nossas vidas também são ondas que se cruzam por aí.
Ondas têm frequência e amplitude, têm mais coisas, mas essas duas quase sempre têm, como uma curva senóide por exemplo.
O problema da retomada se dá quando percebemos que o ponto de retomada que buscamos era na verdade o ponto mais alto da ascendente, e o que chamamos de desvio foi uma clara tomada de descendente. Difícil aceitar isso.
Não dá para - eu pelo menos nem imagino como - percorrer a curva da onda da vida no sentido contrário. Este tipo especial de onda - a da vida - uma vez disparada só tem um sentido: para a frente.
Parece impossível retornar ao mesmo ponto nesta curva de onda percorrendo a mesma para trás. Só se bater e voltar, mas a volta embora seja na mesma direção, continua sendo no sentido para a frente. Não tem rewind, não tem backwards.
Podemos desejar voltar ao mesmo nível do ponto de retomada, mas isso só será possível andando para a frente, fazendo o ponto de agora - o momento mais importante de nossas vidas é sempre o agora - ser o ponto de inversão de descendente para ascendente. E construir tudo de novo, até chegar lá e ultrapassar.
É a vida. Ela é puro movimento, pura onda, nela não há estagnação, e esta se atingida leva à morte, que é a antítese da estagnação por ser pura transformação.
Impossível querer parar a vida, não tem botão stop, pause, ou coisa parecida. É play o tempo todo.
Já que tem de playar, onde fica o pedal de freio dessa descendente? Já tô subindo o giro para acelerar na ascendente...
Pequenas coisas que eu lembro gostaria de ter feito e não fiz, e isso me leva à grande questão: será mesmo que essa parada, desviada, atrapalhada, pode acabar sendo até um passo adiante? Por exemplo, o que fiz hoje, não teria feito igual há um ano atrás, se melhor ou pior, não sei, mas igual não seria. Será que isso vale para tudo na vida?
Na dúvida prefiro fazer logo, de primeira. Como não deu, pelo menos faço agora. Sou assim mesmo, nunca dou algo por terminado: passa um tempo, vou lá e dou uma mexidinha...
Acordei cedo a semana toda, teve dia de eu acordar de 5 da manhã para fazer imagem no Photoshop... pode?
Texto novo não tem, mas tem roupagem nova e caprichada, e estão todos nos Textos Publicados nos Anjos de Prata
- Malas Arrumadas, com uma imagem feita por Margarida - que sumiu, por onde andas?
- Futuro do Pretérito- é o texto que mais gosto, sabia?
- Atemporal - com imagens de Vila Velha e Navajo Lands.
escrito por abrir só este post 5:30:00 PM
0 Pensando melhor
janeiro 07, 2004
Ouvindo o Sol nascer É muito bom ver o Sol nascer de dentro do Atlântico...
Essa noite fui dormir de óculos,
achei que estava querendo enxergar um pouco mais além em meus sonhos.
Um passo adiante:
Sonhar com mais foco,
sonhar dormindo e acordado,
mais além do que ao alcance de minha simples visão - muito mais além.
Ousar sonhar, sonhos ousados, sempre.
Não ter medo de sonhar,
sonhar é a primeira etapa do criar e do realizar.
Tá precisando?
Tá querendo?
Então sonhe!
Com fé.
Sonhe mesmo!
Ouvindo Jazz-FM - London é muito legal ouvir uma rádio de Londres aqui em Jaboatão, fuck the brega!
Gripe do caramba. Quem acha que gripe com frio é ruim, precisa experimentar uma bela gripe com um tremendo dum calor - é muito ruim!
Tudo que poderia aliviar um pouco o calor fica súbitamente impraticável: ar condicionado, coca com um monte de gelo, banho frio, água geladinha, vento no rosto...
escrito por abrir só este post 5:27:00 PM
0 Pensando melhor
janeiro 03, 2004
Ouvindo Craig Chaquico - Lights Out San Francisco E já chegando perto do ponto de desvio...
... isso mesmo, já que não encontrei outra expressão melhor foi essa mesma: ponto de desvio. O ponto onde estava quando tudo começou a pifar em sequência.
Mas pergunto-me, será que foi mesmo um desvio?
Ou uma parada para poder retomar o caminho mais adiante? A esperança é a última que morre, e nesse caso cabe à mim mesmo fazer dessa parada um desvio, ou descanso, ou uma retomada, ou o que de melhor puder.
Não quero fazer dessa re-descoberta um retrocesso, um retorno, mas uma retomada para o futuro, um avanço. Tipo: "Ah, achei a chave!".
O computador, o meu trabalho, tudo isso parece ser apenas simbologia da vida para um significado maior, intrínseco.
Tem texto novo no François Porpetta: Uma Janela para Apipucos, e está nos Textos Vindos do Schico e no dos Anjos de Prata, pois veio de um e foi publicado no outro também, só que com alguns acréscimos, como o "rascunho de poema" que Porpetta fez em 1647.
Tá bom... escrever algo novo sobre mais um Ano Novo, como se fosse fácil.
São tantas as convenções que mesmo os mais dedicados anti-convencionais acabam se distraindo e sem querer adotando algumas. Essa do Ano Novo é uma das que foi passando despercebida e ficando.
Por mim, e para mim, considero o Ano Novo no dia do meu nascimento - parece intuitivo que todos os meus inícios de ano se darão nessa data. Cada pessoa tem seu próprio Ano Novo, pra que tanta massificação se temos algo exclusivamente nosso? E só nós sabemos o que desejar, o que medir, o que pedir. É pessoal, é íntimo, é interno.
Temos nossos próprios passos, e menos mal que essa comemoração convencionalizada leve cada um a pensar nos seus. É uma deixa, aproveite se puder. Na verdade devemos fazer isso sempre que necessário, sem datas específicas.
Calo essas nuvens de pensamentos externas,
concentro-me em mim mesmo.
Tento "enxergar" meus pés, para saber de meus passos.
Sinto o contato fino da areia, e da abençoada água do mar.
Agradeço por ter passado por 2003,
ocasiões houveram que achei que isso não seria possível,
e mais ainda por isso, esse ano será sempre lembrado como de Vitória.
Vitória, sim, muitas e expressivas.
Agradeço por toda a ajuda e colaboração que tivemos.
Sim, Pai, em todos os instantes sentimos Sua presença
e de nossos Amigos Espirituais.
Antes de qualquer pedido, um Muito Obrigado, de coração.
Pedidos? Só poder realizar o que até aqui vim fazer.
O que vier a mais é lucro.
Feliz 2004!!!
Tem sempre aquele desejo único e perfeito. Uma vez sonhei que tinha achado uma lâmpada com um gênio mágico, mas este gênio - gênia e bem gostosa, vai, o sonho é meu! -, esta gênia me dava direito a um só desejo.
Pensei, pensei, pensei, e nem pensei tanto assim, e fiz o desejo que mais uma vez faço agora: