Buscador, caçador do eu, pesquisador de seres, inventor de mim, solucionador: o que vier eu traço. Pensador prático, construtor de mim mesmo, experimentador, ousador, louco por aventuras e pelo ainda não vivido, buscado ou imaginado.
Incógnito, normal, comum, especial por isso mesmo.
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SALMO 91
Confiança
Tu que habitas sob a proteção do Altíssimo
Que moras à sombra do Onipotente, Dize ao Senhor: Sois meu refúgio e minha cidadela,
Meu Deus, em quem eu confio. É ele que te livrará do laço do caçador,
E da peste perniciosa. Ele te cobrirá com suas plumas,
Sob suas asas encontrarás refúgio;
Sua fidelidade te será um escudo de proteção. Tu não temerás os terrores noturnos,
Nem a flecha que voa à luz do dia, Nem a peste que se propaga nas trevas,
Nem o mal que grassa ao meio dia. Caiam mil homens à tua esquerda e dez mil à tua direita,
Tu não serás atingido. Porém, verás com teus próprios olhos,
Contemplarás o castigo dos pecadores. Porque o Senhor é teu refúgio;
Escolheste, por asilo, o Altíssimo. Nenhum mal te atingirá,
Nenhum flagelo chegará à tua tenda. Porque aos seus anjos Ele mandou
Que te guardem em todos os teus caminhos. Eles te sustentarão em suas mãos,
Para que não tropeces em alguma pedra. Sobre serpente e víbora andarás,
Calcarás aos pés o leão e o dragão.
Pois que se uniu a mim, eu o livrarei;
E o protegerei, pois conhece o meu nome. Quando me invocar, eu o atenderei;
Na tribulação estarei com ele; Hei de livrá-lo e o cobrirei de glória. Será favorecido de longos dias,
E mostrar-lhe-ei a minha salvação.
janeiro 25, 2004
Ouvindo Beethoven, e um monte de piano Porque acho que combina com São Paulo City,
e porque foi em São Paulo que aprendi a ouvir Beethoven, aliás foi lá que aprendi a viver.
Nasci em São Paulo, mas numa cidade bem diferente do que é hoje; com toda sua grandeza muda mais que qualquer cidade pequena - é uma cidade mutante. Foi lá que o Divino, talvez em comum acordo comigo, escolheu para que eu viesse ao mundo. Nasci, cresci e me criei em Sampa. Me libertei aos 17 anos. Mas muita coisa vi lá, que guardo até hoje, principalmente esta maneira de enxergar o mundo.
Dizem que nasci por causa de um morteiro antecipado de São João, a bolsa estourou e lá foi Schiquinho vir ao mundo de 8 meses, de repente, num parto extremamente difícil, na Maternidade Santana, pelo qual quase que minha mãe eu não passamos. Nasci todo quebrado, fórceps, tenho cicatrizes até hoje. Não queria vir de jeito nenhum. Tá vendo o uso do que? Bem paulistano mesmo.
Bom Retiro - Rua dos Italianos, 771. Foi esse o endereço escolhido por Deus para que eu descobrisse o mundo. Morava no início, bem no início, na casa da frente, um sobrado. Lembro-me pouco dessa casa, só que uma vez caí do berço tentando escapar, e que ficava horas sozinho brincando com alguma coisa no berçinho. Foi aí que aprendi a pensar. Pensava muito, juro. Sobre tudo o que uma criança de um ou dois anos pode pensar: xixi, coco, mamadeira, mamãe, papai. Não pensava nas agruras do desenvolvimento humano, mas se pensasse estaria mais próximo de uma solução menos trabalhosa para o enigma.
Pouco tempo depois minha mãe inventou que não podia subir escadas, e nos mudamos para a casa dos fundos - o imóvel todo pertencia a meu avô -, e lá foi Schiquinho aprender a traquinar, a brincar e falar sozinho. Ah! sou filho único. Mudaram uns japoneses na frente, que faziam festas com festival de sushi e outras comidas que cheiravam mal e eu não gostava deles. Como a vida muda a gente, hoje se pudesse comia inteiras aquelas travessas de sushi, sashimi e um monte de coisas mais que eles punham em mesas no quintal.
Sabe como eram essas casas de São Paulo naquela época? Bom Retiro, divisa com Barra Funda, terreno estreito e comprido, ia até o meio do quarteirão. Bem lá, no meio do quarteirão, ficava o meu quartinho, meu mundo. Com um corredor estreito e comprido, com um primeiro portão de madeira verde ou azul clarinho que limitava as casas, e depois um de ferro, cinza escuro, bem longe, que já dava na calçada.
Conheci o mundo, a vida, através desse corredor. Mas tinha de passar pelo portão cinza antes. E aí já é outra história.
E o piano? Sim, era nesse quartinho que eu fechava os olhos e ouvia o som do piano, tocando horas e horas sem parar, estivesse eu acordado ou dormindo. Todos os dias. Todas as horas. Não tinha piano nenhum, tocava dentro de mim, e só eu ouvia, ninguém mais. Achavam que eu era doidinho - ainda sou. Por isso Beethoven hoje, em homenagem a São Paulo. E eu fui na festa dos 400 anos na inauguração do Ibirapuera, bebê, de colo.
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