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Buscador, caçador do eu, pesquisador de seres, inventor de mim, solucionador: o que vier eu traço. Pensador prático, construtor de mim mesmo, experimentador, ousador, louco por aventuras e pelo ainda não vivido, buscado ou imaginado. Incógnito, normal, comum, especial por isso mesmo. Acredite se quiser...

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SALMO 91
Confiança
Tu que habitas sob a proteção do Altíssimo
Que moras à sombra do Onipotente,
Dize ao Senhor: Sois meu refúgio e minha cidadela,
Meu Deus, em quem eu confio.
É ele que te livrará do laço do caçador,
E da peste perniciosa.
Ele te cobrirá com suas plumas,
Sob suas asas encontrarás refúgio;
Sua fidelidade te será um escudo de proteção.
Tu não temerás os terrores noturnos,
Nem a flecha que voa à luz do dia,
Nem a peste que se propaga nas trevas,
Nem o mal que grassa ao meio dia.
Caiam mil homens à tua esquerda e dez mil à tua direita,
Tu não serás atingido.
Porém, verás com teus próprios olhos,
Contemplarás o castigo dos pecadores.
Porque o Senhor é teu refúgio;
Escolheste, por asilo, o Altíssimo.
Nenhum mal te atingirá,
Nenhum flagelo chegará à tua tenda.
Porque aos seus anjos Ele mandou
Que te guardem em todos os teus caminhos.
Eles te sustentarão em suas mãos,
Para que não tropeces em alguma pedra.
Sobre serpente e víbora andarás,
Calcarás aos pés o leão e o dragão.

Pois que se uniu a mim, eu o livrarei;
E o protegerei, pois conhece o meu nome.
Quando me invocar, eu o atenderei;
Na tribulação estarei com ele;
Hei de livrá-lo e o cobrirei de glória.
Será favorecido de longos dias,
E mostrar-lhe-ei a minha salvação.

setembro 01, 2004  Ouvindo Yes - Fragile e Close to the Edge
Erros e Acertos

De erros e acertos se fazem as vidas humanas...

Hoje me vieram à lembrança um erro e um acerto, passagens simples desta vida, que ficaram guardadas até o seu tempo certo de virem à tona.

Erros são erros até o momento em que os transformamos em acertos, ou que assim os percebemos.

Essa imagem aí ao lado, guardei como um erro - não costumo apagar nada, guardo tudo - e hoje ao nela chegar a olhei com outros olhos e pude enxergar tantas coisas, tão óbviamente alí, mas que nunca antes havia visto. Passou a ser um acerto.

Atitudes são transformaveis, temos a preciosa habilidade concedida aos humanos de poder transformar erros em acertos. Mãos à obra.

Hoje me lembrei do Gol Preto.

Era um carro acabado, bancos sujos, mal-cheiroso, o pior carro de uma empresa que trabalhei e designaram justamente este carro para eu trabalhar. Na hierarquia das coisas isso significava que eu era o último. Havia três Saveiros, duas Paratis novas e uma F1000, mas para mim deram o Gol Preto.

O Gol tinha uns buracos no piso, quando chovia enchia de água e quando fazia frio ficava insuportável pegar estrada à noite. Mas era o "meu" carro e com ele fui trabalhar, reconstruir nossas vidas, reunir nossa família. Foi o melhor emprego que tive em minha vida.

Este Gol me propiciou dois momentos antagônicos, no mesmo lugar e com as mesmas pessoas. De um tenho o maior orgulho e me traz extrema felicidade, foi um momento mágico e que marca decisivamente nossas vidas. De outro tenho vergonha total, tanta que até fico arrepiado, embola o meu estômago, sinto um amargor terrível, mas tenho de extravasar, de superar.

Explico tudo. Neste Gol preto, uma bela noite fomos comer MacDonalds no DriveThru da Moraes Salles, em Campinas. Eu nem imaginava que meus filhos iriam gostar tanto, perguntei se eles queriam descer e comer lá dentro, mas não, eles pediram para a gente comer no carro. E assim foi, no estacionamento do MacDonalds de Nova Campinas, dentro de um Gol Preto modelo antigo, sujo, mal cheiroso, bancos sujos de graxa e cheiro de equipamento. Todo feio, mas durante muitos anos meus filhos sempre disseram que a refeição que mais gostaram foi aquela, dentro do Gol Preto. Voltamos lá depois, diversas vezes, na Parati, mas eles sempre preferiram a noite do Gol Preto. Sempre preferiram os sanduíches desta noite a qualquer churrascaria rodízio, por melhor que fosse.

Noutra noite, um domingo acho, dentro do mesmo Gol Preto, Dudu deixou cair a Coca-Cola e como num repente fiquei extremamente irritado: dei altos berros, gritos, pancadas e até chutes no painel. Completamente fora de mim, nervoso e descontrolado saí dirigindo em alta velocidade. Fiz tudo errado. Demonstrei claramente todo o meu altíssimo grau de despreparo e descontrole. Meu Deus, como eu devo ter assustado meu filho. Aqueles olhinhos azuis esverdeados, com muito medo. Alline tentando apaziguar e botando calma, pelo menos tentando, alma abençoada. Pela mão de Deus e de seus ajudantes, não bati o carro nem nada de mal aconteceu.

Fica a vergonha, fica essa sensação tão ruim de despreparo para a vida e desperdício de um momento raro.

Dessa lembrança do momento melhor e do momento pior, com as mesmas pessoas, no mesmo lugar, fica a mensagem de saber que o que eles mais gostaram foi da gente estar juntos no Gol Preto. Não interessava se o carro era feio, sujo e mal cheiroso. Importava que lá estávamos nós três e se Deus quiser nós juntos conseguiremos, os três juntos continuaremos, sempre. Essa é a mensagem, essa é a direção, esse é o objetivo. Nossa família.

Isso foi no final de 1996. Hoje, 01 de setembro de 2004, pude consertar junto a meu filho este erro. Dei um abraço bem apertado e pedi desculpas. Ele tinha acabado de acordar, acho que não entendeu nada... Ainda falta Alline, mas só vou encontrá-la à noite.

  escrito por abrir só este post 3:35:00 PM 0 Pensando melhor

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