Buscador, caçador do eu, pesquisador de seres, inventor de mim, solucionador: o que vier eu traço. Pensador prático, construtor de mim mesmo, experimentador, ousador, louco por aventuras e pelo ainda não vivido, buscado ou imaginado.
Incógnito, normal, comum, especial por isso mesmo.
Acredite se quiser...
Os textos e imagens do Ser Humano são de propriedade dos autores, Schico e François Porpetta, e sua reprodução não é permitida sem expressa autorização.
Se quiser reproduzir é só pedir via email e citar a fonte.
Obrigado
Os dois são idênticos, pelo menos tento que sejam.
O Ser Humano gosta de usar muitas fotos.
Se por acaso alguma não abrir, basta clicar com o botão da direita sobre o quadrado da foto e escolher "Mostrar Imagem" ou "Show image". Ela vai aparecer.
SALMO 91
Confiança
Tu que habitas sob a proteção do Altíssimo
Que moras à sombra do Onipotente, Dize ao Senhor: Sois meu refúgio e minha cidadela,
Meu Deus, em quem eu confio. É ele que te livrará do laço do caçador,
E da peste perniciosa. Ele te cobrirá com suas plumas,
Sob suas asas encontrarás refúgio;
Sua fidelidade te será um escudo de proteção. Tu não temerás os terrores noturnos,
Nem a flecha que voa à luz do dia, Nem a peste que se propaga nas trevas,
Nem o mal que grassa ao meio dia. Caiam mil homens à tua esquerda e dez mil à tua direita,
Tu não serás atingido. Porém, verás com teus próprios olhos,
Contemplarás o castigo dos pecadores. Porque o Senhor é teu refúgio;
Escolheste, por asilo, o Altíssimo. Nenhum mal te atingirá,
Nenhum flagelo chegará à tua tenda. Porque aos seus anjos Ele mandou
Que te guardem em todos os teus caminhos. Eles te sustentarão em suas mãos,
Para que não tropeces em alguma pedra. Sobre serpente e víbora andarás,
Calcarás aos pés o leão e o dragão.
Pois que se uniu a mim, eu o livrarei;
E o protegerei, pois conhece o meu nome. Quando me invocar, eu o atenderei;
Na tribulação estarei com ele; Hei de livrá-lo e o cobrirei de glória. Será favorecido de longos dias,
E mostrar-lhe-ei a minha salvação.
maio 31, 2004
Ouvindo Flávio Venturini - Máquina do Tempo E viajando...
18.629, isso mesmo, não há nenhum erro 18.629 foi o que a voz me disse.
É um número e tanto e poderia ser tanta coisa: poderia ser dinheiro, muito ou pouco, dependendo da moeda ou se fosse para receber ou pagar...
Se fosse uma distância também, poderia ser muito ou pouco dependendo da unidade, de microns a anos-luz 18.629 pode ser muito ou pouco se quem viaja for uma célula ou um cometa.
Mas o tal do número não media dinheiro nem distância: media tempo. Tempo é a mais valiosa commoditie desse planeta. Já disse aqui que quem domina o tempo domina a humanidade. Não é quem tem a bomba. E tempo não se pega, sorte de quem o vive. Tempo só vale se for vivido.
E esse é o meu tempo: 18629 dias de vida, até agora. E esse é o maior presente que temos, os dias de nossas vidas.
Vou ficar tronchinho se for pensar no que fiz ou não fiz, de que jeito fiz ou desfiz. Agora é tarde, tá feito e quem me conhece sabe que fiz de coração. Só posso agradecer por esse enorme presente que são os meus 18.629 dias de vida que comemoro hoje.
E tá bom assim! Pára de pensar no que já foi Schico e começa a pensar no que ainda vem, pois esses são os melhores e mais importantes dias de sua vida, o de hoje e os que ainda virão!
Manda aí Pai, vamos nessa!
A foto ao lado é o meu presente para vocês, sim, porque aqui no Ser Humano em dia de aniversário tem presente.
Pensei em colocar uma foto minha, mas como não estou afins de assustar criancinhas - pode ser que alguém esqueça o computador ligado sem querer, e não quero ser culpado pelo trauma alheio -, resolvi colocar esse Pôr do Sol visto da cozinha.
É pouco, mas é de coração. Parabéns pra todo mundo! E vai ter bolo de chocolate à noite, patrocinado por Eduardo!
Ouvindo Flávio Venturini - Sonho e Pedras E buscando em mim os Sonhos e a Pedra
Sonhos, muitos sonhos, sou alimentado de sonhos, são o meu combustível de vida.
Pedras, muitas pedras, não me alimento de pedras, mas cresço com elas - que só diminuem expostas às intempéries do tempo. Algumas são os degraus da escada de minha vida, outras são minhas companheiras e testemunhas de minha(s) vida(s).
Essa Pedra aí ao lado é um segredinho que compartilho com vocês e com as poucas e raras pessoas que comigo foram até lá. Fica num local aí perto de Campinas e mesmo quem passa por ela não a reconhece. É uma Pedra muito pouco frequentada, pouco preferida, e por isso mesmo uma Pedra muito especial.
Nem sei quando foi a primeira vez que a vi, mas foi em algum dia, ou noite, há uns 30 ou 31 anos atrás. Vida vai, vida vem, os caminhos se abrem e se fazem para cada vez mais longe, mas sempre me trazem de volta a ela. É o "meu local", onde por tantos e difíceis momentos que passei em minha vida, a ela recorri, a ela contei meus mais internos pensamentos, todos os meus sonhos, todas as minhas dúvidas.
Companheira, nunca me faltou, e no seu silêncio de Paz Infinita, sempre me aconselhou, sempre me deu a resposta certa, o alento e a força para vencer os obstáculos. Quando tudo parecia acabado e perdido - e quantas vezes tudo pareceu assim - sempre me reservou um momento de harmonia e equilíbrio. Sempre me mostrou o caminho de forma inconfundível.
Sabe, Pedra, eu nunca lhe pedi, mas lhe carreguei comigo em meu coração, pra tão longe. Quando estou olhando o mar penso que estou lhe trazendo até aqui: construindo uma ponte que lhe traz e serve para me levar até aí, também.
E Ponte é o que você é. Mas ninguém vê.
Durante anos, todos os domingos e feriados, na hora do Pôr do Sol podia se achar um carro parado na estrada de terra, e um cara de pé numa Pedra.
De vez em quando ele sentava e ficava lá, a noite vinha, escurecia, quase sempre muito vento para lavar a alma, e você sabe Pedra, eu sou um Ser do Vento. Tudo bem que nos dias de chuva ficava só um pouquinho, porque nunca tive vocação pra pára-raio, mas nos dias de frio, como aí hoje é frio e com muito vento, a vida não seria a vida se aí não fosse.
Hoje, domingo, véspera de mais um Ano Novo de Schico, dirijo meu pensamento até você, e aí pego a Ponte que me leva até o Lar.
Agora, aqui, neste quartinho escrevendo e segurando as lágrimas que não sei de onde vêm - mas desconfio que brotem de meu coração - eu estou aí contigo e você está aqui comigo.
Ouvindo Eric Clapton - Me and Mr. Johnson Consegui baixar ontem à noite
E mais um Ano Novo está chegando e eu nem parei para pensar nisso, na verdade estou convenientemente desviando dos pensamentos quando eles surgem.
Não estou com vontade de comemorar Ano Novo desse jeito, mas não tem outra maneira, vai ter de ser assim e vai ser feliz. Pretendo me vestir do mais branco que conseguir, em todos os corpos, e fazer todas as meditações com branco e prateado que forem possíveis.
Prepare-se Schiquinho que o Ano Novo vem aí, mas não é nenhum bicho papão que vem te pegar - aaahhhh o Ano Novo vai te pegar!!! - é você quem vai pegar, moldar, construir, dia a dia, semana a semana, mês a mês e fazer desse que se inicia na segunda-feira um belíssimo Ano, totalmente novo.
É um tanto diferente começar onde normalmente se acaba, mas como se trata de mim, não podia ser de outro jeito: meu Ano Novo começa no dia 31.
Ouvindo Flavio Venturini - Minha Estrela E exercitando o maior poder do Ser Humano, a Fé
Pois em verdade vos digo, se tivésseis a fé do tamanho de um grão de mostarda, diríeis a esta montanha: Transporta-te daí para ali e ela se transportaria, e nada vos seria impossível. (S. MATEUS, cap. XVII, vv. 14 a 20.)
Exercitar o dom, o poder, a habilidade da Fé, todos os dias, nas mais pequenas coisas. Num olhar, num sorriso que não se negue, num bem-vindo abraço apertado que se receba.
A Fé que se recebe, a Fé que se distribui, é a Fé que construímos aqui. A Fé que se transmite, constante, vibrante, uma fonte de Luz. Luz que traz o poderoso calor construtivo da Fé.
"Uma gota de Luz é capaz de iluminar o mais obscuro coração." Alguém me disse isso, bem no meu ouvido, hoje à tarde. Obrigado.
Ouvindo Flavio Venturini - Alma de Balada Bem alto, que o dia é de Sol!
E o tal do "Harry Potter*" - aquele jornalista do New York Times que o Lula adora - voltou a escrever e dessa vez direto do Recife!!!
O danadinho andou por aqui! Devia estar aqui quando o lance todo estava acontecendo...
A nobre peça lítero-jornalística perpetrada pelo ilustre profissional, chegado à verdade sem nenhum serviço a interesses escusos (eu não consigo engolir aquela de que o pretenso alcoolismo de Lula era preocupação nacional, e não me venha dizer que national concern não significa isso, preocupação nacional é outra coisa bem diferente!) dessa vez leva o nome de : "Tracking the Sale of a Kidney on a Path of Poverty and Hope", ou Rastreando a Venda de um Rim num Caminho da Pobreza e da Esperança.
O assunto é de pleno e total conhecimento, e muito discutido aqui no Recife. O que o New York Times consegue fazer e que até agora não tinha sido feito, é percorrer a rota toda do rim "vendido" e não "doado". Desde o Alberty José da Silva em Recife, passando pela África do Sul onde foi extraído, por Israel onde foi negociado, até chegar ao Brooklyn em New York, onde mora uma mulher desesperadamente doente de 48 anos que reside num apartamento de um dormitório, e cujo nome não é mencionado, mas do brasileiro sim.
Uma coisa que fica engraçada, é que em ambas as reportagens, nessa e na do Lula ele se refere ao Mr. da Silva, que por coincidência é o mesmo sobrenome do Lula. Isso é praxe, é assim que o NYT sempre se refere às pessoas nas reportagens, mas que fica estranhamente providencial, isso fica. Acontece que boa parte do Brasil é feita de Mr's e Mrs's da Silva, ponto para o Lula...
O que o sr, Larry Rohter não diz no seu artigo, e que deveria, é que o tráfico de órgãos não é só feito entre pessoas "do bem" como o Mr. Alberty da Silva e a misteriosa Mrs. X, que fez questão de conhecer o doador e que promete ajudá-lo pelo resto da vida, e que a grande maioria é bandidagem mesmo. Não diz, e isso o torna tendencioso, que crianças são sequestradas, outras mortas, para abastecer esse tráfico, não só no Brasil, como em muitos outros países onde haja a pobreza que mantém a riqueza americana.
Não diz que esse tráfico de órgãos, bem como o narcotráfico mundial, só existe porque americanos compram, rins, córneas, fígados, pulmões, cocaína e heroína. Se os americanos não comprassem, isso não exisitiria! Escreve isso Mr. Rohter!
* Harry Potter, como a loira chama o Larry Rohter.
escrito por abrir só este post 12:49:00 PM
0 Pensando melhor
maio 21, 2004
Ouvindo Craig Chaquico E tentando fazer acontecer...
... mas não adianta querer forçar. Paciência, exercitando a paciência.
Ansiedade misturada com agonia, receita básica para um resultado temerário. Começando tudo, não terminando nada e esquecendo de fazer o mais importante (mas um telefonema corrige e até pode melhorar a situação).
Totalmente disperso. Sabe aqueles bonequinhos que dizem hoje eu estou assim? Pois é, totalmente disperso não seria exagerado. Tô com uma vontade inquieta, que se expressa a cada instante em tudo o que faço e que penso. Até o ponto em que bate uma necessidade - mais por medida extrema de sobrevivência do que fuga - de sumir e ficar fora de "mim" até que a coisa se arrume pro "mim" poder voltar. Mas assim não tem graça, quem tem que vencer suas provas é você mesmo, "(...)provas de habilitação que te dizem respeito(...)"Emmanuel
Calma Schiquinho, tá quase lá. Uma coisa de cada vez. "Que nem que mineiro..." Aprende e escuta a vozinha do coração que de alguma maneira lhe diz que quando não é por aí, vai ser por lá, não adianta forçar.
Mude. Mudar é o caminho. Tem de mudar tudo. Mas pra isso tem de dar o primeiro passo. Na hora certa. Maluquinho como sempre, quando tá todo mundo se aquietando, ele tá ensaiando mudar tudo.
Ouvindo Flavio Venturini Mas ele não tem uma canção chamada Cortinas Azuis...
Passam-se ventos e tempos,
que nos empurram rumo ao mar alto da vida,
rumo desconhecido - existe um porto seguro?
Isso não interessa aos amantes navegantes.
Qual vela a se encher a pleno mar que se descortina pela Janela,
a Cortina Azul flutua ao vento da vida dentro de mim.
Bate - catabática - ressoa seu tecido,
envolve amantes no Azul do Tempo,
sopra o mar infinito pela Janela,
flui a vida por nossas almas.
Vento
Tempo
Azul
Cortina
Nós
Abraçados.
Envoltos na Cortina,
imersos no Tempo,
fluindo ao Vento.
teadoroteadorando*
Ouvindo David Sanborn & Marcus Miller Times, they are a changing
Os próximos tempos agora serão de mudança. Mais uma vez, quando achava que estava tudo sedimentado, a vida parece estar dando claros sinais de que uma chacoalhada será inevitável, talvez até por necessária e positiva. Não gosto de estagnações nem acomodações, entendo e estou me preparando para agir.
Vai dar trabalho, não sei como farei isso, por enquanto só sinto que não está sendo mais possível manter o que está do jeito que está. Aí entra a habilidade de fazer uma bela limonada.
Fica o toque de que nada nessa vida é imutável, tudo pode ter de ser mudado a qualquer instante. Tudo é evolução - ou involução se não tomar cuidado - e por isso mesmo o que pode à primeira vista parecer dolorido, pode estar sendo uma melhor preparação para a realização.
Dizem que lembrar de bons momentos ajuda muito. Por isso mesmo estou lembrando de uma bela e tranquila tarde nos jardins de Santa Monica - Los Angeles.
Mudando de assunto, paciência é uma virtude, e os que ocupam cargos de maior importância talvez tenham de desenvolvê-la com maior intensidade.
Bem que eu achei que essa reportagem do NYT era explosiva. Juntando tudo parece que os dois lados foram infelizes. Só que o NYT parece ser mais tarimbado na sua tarefa diária de publicar jornal do que o PT na sua tarefa diária de, agora, governar um país, por isso mesmo pode num primeiro momento se sair melhor.
Se baixar um Santo bom lá pelas bandas de Brasília, eles ainda conseguem consertar essa bagunça. Diz o Lula que se fez através do diálogo. That's a good suggestion to fix this mess...
escrito por abrir só este post 9:12:00 AM
0 Pensando melhor
maio 11, 2004
Ouvindo Van Morrison - What's Wrong With This Picture? Finalmente consegui baixar!
Bem que eu disse que a reportagem sobre o Lula no NYT era explosiva. Deu no que deu. Vai sobrar pra meio mundo, até pro FHC.
Negócio é o seguinte: o NYT sempre falou dos presidentes dos outros - esquecendo do telhado de vidro que eles têm, Monica Lewinsky e os Clintons que o digam -, falou do presidente da França e suas amantes, na época o Miterrand, e da Russia, na época o Yeltsin (esse bate o Lula fácil no quesito manguaceiro). Falou também do FHC, que diz o boato tem um filho com uma jornalista da Globo. Detalhe: uns dizem que ela está em Barcelona, mas isso pode ser mais um boato para despistar que ela esteja possivelmente na R. Barcelona em São Paulo... vai saber... não boto fé em nada.
Só que isso à época foi totalmente abafado, e nem Folha ou Estadão, ou ninguém, nem o Brizola falou do assunto. E agora tão falando do Lula? E a coerência onde fica? Só porque não soltou a nossa grana para financiar cash-flow deles?
Normalmente eu gosto do NYT, leio todos os dias pela net. Quando vi isso no domingo, parei, pensei, registrei, mas não comentei.
Ainda não sei qual a intenção do correspondente e do jornal. Seja qual for eu não gostei do título da reportagem, e do direcionamento dado levando a crer que as biritas do Lula sejam uma preocupação nacional. Não são. Nem vão ser. É falsa nesse aspecto.
Eis que me ocorreu um fato inusitado e gravíssimo: será que o Lula solta PUM na cadeira presidencial? E o NYT nunca falou sobre isso!!! É a maior preocupação nacional!!!
Na mesma cadeira onde, possivelmente, FHC, Collor e outros tantos Presidentes já talvez tenham soltado PUM antes?
Ou será que mesmo sozinhos, trabalhando à noite, todos eles tinham a respeitável atitude de levantar e ir peidar no jardim presidencial? Ou será que presidente não peida? Eu ouvi dizer que até a Rainha Elizabeth peida... mas cheira a odor de rosas...
É da nossa conta a flatulência presidencial? Seja de qual presidente, ou rainha, de que país fôr?
Lula, tá liberado pra soltar quanto PUM quiser, desde que não seja perto de ninguém, mas, por favor, MUDA LOGO ESSE BRASIL!!!
escrito por abrir só este post 10:55:00 AM
0 Pensando melhor
maio 09, 2004
Ouvindo um monte de música nova nova pra mim, que baixei tudo hoje...
A edição de hoje do New York Times, traz duas reportagens com assuntos do momento e explosivos para nós brasileiros: uma é a matéria de capa do Magazine que sai aos domingos, cassinos e máquinas caça-níqueis eletrônicas, a outra o hábito de tomar umas biritas do Presidente Lula, esta última traduzida para o português e publicada na Folha de São Paulo. O link da Folha só funciona para quem é assinante do UOL ou da Folha
A reportagem sobre o enorme crescimento em faturamento das máquinas caça-níqueis ou seja lá qual nome recebem ou irão receber no Brasil, pois sem dúvida aqui chegarão, é bem extensa, e quase completa, e merece uma leitura com atenção.
Como é muito grande vou colocar aqui apenas alguns pontos que ela aborda. Dá muito o que pensar sobre o muito que ela diz e mais ainda pelo pouco que ela não diz.
Resumo da Ópera:
A I. G. T. International Game Technology , é a maior empresa do ramo nos USA e no mundo, fica em Reno
Essa máquina da foto aí ao lado, Wheels of Fortune, esse modelo fatura por ano mais de 1 bilhão de dólares (isso mesmo: $1.000.000,00 de dólares por anol). 70% do lucro dos cassinos vem dessas máquinas e só 30% dos jogos tradicionais. Prepare-se para isso nos bingos nacionais.
O lucro bruto dos cassinos com estas máquinas é a bagatela de 30 bilhões de dólares por ano! Faz o lucro da imensa indústria de salas de cinemas parecer uma mixaria com modestos 9 bilhões de dólares por ano.
Essa máquina serve para demonstrar direitinho como funciona a "isca para pegar os patos". Parece com aquela roda que o Sílvio Santos usa no seu programa, só que lá quando a roda para na casa ao lado do super prêmio, ela realmente está ao lado. Na máquina eletrônica, ela cria essa ilusão, mas na verdade pode estar a 46 milhões de chances distante. E o jogador compulsivo pensa: quase, passei perto! E vai jogar novamente.
As máquinas de jogo eletrônica são projetadas para atingir um público principalmente de mulheres com mais de 55 anos, com muito tempo e grana disponível para queimar. Bingo no Brasil é jogo eletrônico, sacou? É a mesma teoria...
As máquinas hoje são todas programadas para darem pequenos prêmios um monte de vezes, prendendo a atenção do jogador (ou vítima, como quiserem). São cheias de efeitos sonoros e visuais cuidadosamente estudados por especialistas.
A habilidade que estas máquinas têm de atacar tão fortemente o cortex cerebral dos jogadores deriva de um dos mais poderosos mecanismos de resposta do ser humano, que os cientistas que estudam o comportamento chamam de reforço aleatório infrequente ou recompensa intermitente. Ex.: crianças cujos pais as cobrem de atenção e cuidado constantemente tendem a perceber essa devoção como doação. Aquelas que sabem que nunca receberão retribuição de seus pais param de tentar receber essa devoção após algum tempo. Mas aqueles que são recompensados somente intermitentemente - igual às máquinas de jogo eletrônicas - irão na maioria das vezes perseguir resultados positivos com persistência e tenacidade. Terrível, não ?
As desculpas apresentadas por essa indústria é que eles são entretenimento para pessoas que dispõem de tempo e dinheiro sobrando para se divertir. Quem joga o dinheiro do leite das crianças é viciado e faria qualquer outra coisa e a culpa não é deles.
Aqui no Brasil não temos essa pujança econômica americana de outro planeta. A imensa maioria vai é tirar o leite das crianças porque não tem sobrando, e quem tem vai jogar no cassino americano, verdadeiro. Aí mora o perigo.
E o que a reportagem mal aborda, só uma linha, é que a maioria dos governadores (lá a lei é estadual, boa solução pro Lula, não é?) que libera o jogo eletrônico está querendo aumentar sua receita, ou seja cobrando imposto sobre o jogo. Mas como lá o dinheiro está sobrando, isso não deixa até de ter um certo sentido, pois é dinheiro que sobra depois do imposto de renda e outros. Sobra mesmo. Aqui não!
Outra coisa que a reportagem não toca é a eficiência e eficácia desse recolhimento de impostos. Todo mundo sabe que isso é sujeito a mutreta. Os USA não são o bastião do puritanismo mundial, lá desvia-se grana também só que mais profissionalmente e em menor escala percentual porque não podem dar tão na cara, embora não seja impossível que o montante roubado lá seja maior. Mas desviar um bilhão ou um dólar é ladrão do mesmo jeito.
Também não fala nada sobre a ligação do jogo com drogas, que se é muito grande no Brasil é muito maior lá nos USA apesar deles esconderem isso direitinho. Quer uma pista? O maior mercado mundial em consumo de drogas são os USA, os consumidores de drogas americanos sustentam a maior parte do narcotráfico mundial. É o maior volume de jogo também. Certamente eles não andam separados.
escrito por abrir só este post 2:47:00 PM
maio 08, 2004
Ouvindo Keni Burke - Risin' to the Top E baixando Van Morrison e Rahsaan Patterson
"Em certos os casos, quanto mais nobre o gênio, menos nobre o destino. Um pequeno gênio ganha fama, um grande gênio ganha descrédito, um gênio ainda maior ganha desprezo; um deus ganha crucificação." Fernando Pessoa.
Só testando um jeito de fazer um novo tamanho de fonte, daí resolvi colocar esse texto de Pessoa, acrescentando um pouco de François Porpetta:
Ouvindo Bach - Prelúdios e Concertos diversos Fazia tempo que não ouvia Bach, faço isso agora por causa do post abaixo...
Conhece a Caesalpinia echinata? Não? É nada mais nada menos do que o Pau-Brasil, e hoje fiquei sabendo que em inglês é chamada de pernambuco tree. Que está em extinção eu já sabia, mas não sabia que era tão grave assim.
Para que serve tanto o Pau-Brasil, que tão acabando com ele?
Há mais de 200 anos, os melhores arcos para instrumentos de corda são feitos de Pau-Brasil.
Hoje o assunto é matéria especial no Los Angeles Times, mostrando o trabalho abnegado dessa mulher aí na foto ao lado, Ana Cristina Roldão, que há 20 anos se dedica a estudar a pernambuco tree. Ela e Yung Chin, um afamado chinês que mora em New York, é lutier, e um dos poucos no mundo a fabricar arcos para instrumentos de corda feitos à mão, estão formando uma parceria para salvar a nossa arvinha.
"Para fabricantes profissionais de arcos e para instrumentistas sérios e de alto nível, somente o Pau-Brasil possui as qualidades certas, a mistura ideal de dureza e flexibilidade, requeridas em um arco de primeira qualidade." Tá no L. A. Times.
Diz o ditado "que a oportunidade faz o ladrão e a necessidade faz despertar a consciência conservacionista" (François Porpetta), e os conservacionistas e fabricantes estão se unindo para salvar a nossa plantinha nacional, que muito pouca gente conhece.
PS. A plantinha nacional não é a Cannabis como muitos podem pensar e sim a Caesalpinia .
A matéria está no link acima. Mudas de Pau-Brasil podem ser conseguidas, bem baratinho, aqui no Parque de Exposições do Cordeiro, na Av. Caxangá. Se tivesse terras, ia plantar um monte delas.
Resumo da ópera:
- François Xavier Tourté, esse artesão francês foi o primeiro a usar o pau-brasil na fabricação de arcos para violinos. Por volta de 1800.
- Um arco original de Tourté chega a valer hoje $100.000!!!
- O projeto, design, de Tourté, que morreu em 1835, ainda é o mais usado hoje, e tem os melhores resultados. Arcos de carbono-grafite nem chegam perto em sonoridade.
- A Funbrasil - Fundação Nacional do Pau-Brasil, foi criada pelo pai de Ana Roldão, prof. Roldão Siqueira. Fica na Av. Caxangá, 2200. Já fui lá e não prestei atenção! Por isso sabia que vendia muda lá.
- Quando os portugueses chegaram no Brasil, os pés de Pau-Brasil tinham um tronco tão grosso que três homens juntos não conseguiam abraçar a árvore. Leva mais de 80 anos para uma árvore ficar desse porte, e pelo menos 20 anos para poder ser utilizada na produção de arcos.
- Assim que der vou fazer uma visitinha à Funbrasil.
Tá ouvindo esses violinos do Concerto para Dois Violinos em Ré Menor, BWV 1043 de Johann Sebastian Bach? Pois é, certamente tem um pouquinho de Pernambuco nesse som, com os arcos de Pau-Brasil.
escrito por abrir só este post 9:10:00 AM
0 Pensando melhor
maio 05, 2004
Ouvindo João Gilberto na Radio JazzFM 102.2 - London. Sai da mesmice das rádios do Recife - mesmice e babaquice.
Esse é o logo do Gmail, calma, não é Gay Mail é Google Mail! Eita nome infeliz, esse. Tudo bem que a oferta é grátis, e a despeito da total - e préviamente avisada - falta de privacidade foi o que mais me fez ter uma primeira reação negativa a tentar a versão beta.
Mas como brasileiro sempre tem uma tendência muito grande a bagunçar tudo quanto é coisa que seja possível bagunçar, lá foi Schiquinho fazer sua inscrição no bisbilhoteiro Gmail. Também pudera, com um convite desses:
"Como um usuário ativo (??? é a tua mãe pôrra!) do Blogger nós gostaríamos de lhe convidar para ser um dos primeiros a testar o novo serviço de email do Google, Gmail."
Os caras devem ser patrocinados pelo maiores fabricantes de HD do mundo, dão grátis 1000 Mb de espaço em disco! Agora tão indo pra bolsa, vão crescer demais e depois quebrar, e adeus Blogger no futuro. Aproveita enquanto tem.
Eles estão apostando tudo numa ferramenta que vasculha os seus emails lendo tudo que tá dentro e gentilmente classificando para você suas mensagens. Para você e para os patrocinadores deles. Garantem que os banners que irão aparecer, por isso mesmo, só serão banners de seu interesse, e para o outro lado, o das empresas, garantem que seus banners só serão colocados para quem se interessa pelos seus produtos.
Não resisti. Abri, gentilmente, a minha conta, e mandei um email para mim mesmo, o qual imediatamente respondi com o mesmo texto, com uma expressão muito usada em teatro que é para dar sorte quando numa estréia, e eu estou estreando o Gmail. A mensagem é éssa abaixo:
Ouvindo Soft Jazz- Dave Koz - Rememberance Sugestão de Eduardo.
Preciso de uma ponte. Ainda bem que não é de safena, nem odontológica, mas eu preciso de uma ponte.
Pensava que precisava de novos caminhos e nessa busca fui procurar uma foto nos arquivos: cheguei à ponte. Algo aquela foto me dizia.
Demorei um tempo até perceber que não era só de uma estrada nova que precisava, mas primeiro uma ponte que me levasse até essa estrada, que se abre para os caminhos da vida.
Uma ponte exatamente como essa, que nem sabia que existia, e que se mostrou à minha frente numa bela manhã de domingo, quando saí à procura de caminhos nunca antes percorridos. São estes caminhos nunca antes percorridos que me chamam agora. O ousador, o louco por aventuras está pronto.
Uma ponte que me leve pela vida, como esta me levou por uma das mais belas manhãs de domingo que já vivi.
Tem dias que eu não escrevo porque não tem nada de bom pra falar, mas tem outros que não escrevo por falta de tempo para vir ao micro. Felizmente de sexta-feira até hoje o motivo foi falta de tempo.
Essas duas criaturas maravilhosas Melanie e Paulino cumpriram o que prometeram e vieram de Blumenau até Jaboatão dos Guararapes, só pra pegar uma garrafinha de água.
Igual a dois cometas que viajam pelo espaço esses dois vieram trazer as boas vibrações de Santa Catarina para Pernambuco. Quem sabe um dia possamos retribuir com uma viagem correspondente? Alline, Eduardo e eu irmos visitar a "casinha amarela de chocolate"... vontade não falta. E ainda por cima ontem nos intimaram a ir até Japaratinga - AL, um pequeno paraíso a 135km daqui só para podermos conversar mais um pouquinho.
Tem gente que chora de saudades, nós sorrimos pelos momentos tão importantes de alegria que ficam em nossos corações.
escrito por abrir só este post 9:37:00 AM
0 Pensando melhor