Buscador, caçador do eu, pesquisador de seres, inventor de mim, solucionador: o que vier eu traço. Pensador prático, construtor de mim mesmo, experimentador, ousador, louco por aventuras e pelo ainda não vivido, buscado ou imaginado.
Incógnito, normal, comum, especial por isso mesmo.
Acredite se quiser...
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SALMO 91
Confiança
Tu que habitas sob a proteção do Altíssimo
Que moras à sombra do Onipotente, Dize ao Senhor: Sois meu refúgio e minha cidadela,
Meu Deus, em quem eu confio. É ele que te livrará do laço do caçador,
E da peste perniciosa. Ele te cobrirá com suas plumas,
Sob suas asas encontrarás refúgio;
Sua fidelidade te será um escudo de proteção. Tu não temerás os terrores noturnos,
Nem a flecha que voa à luz do dia, Nem a peste que se propaga nas trevas,
Nem o mal que grassa ao meio dia. Caiam mil homens à tua esquerda e dez mil à tua direita,
Tu não serás atingido. Porém, verás com teus próprios olhos,
Contemplarás o castigo dos pecadores. Porque o Senhor é teu refúgio;
Escolheste, por asilo, o Altíssimo. Nenhum mal te atingirá,
Nenhum flagelo chegará à tua tenda. Porque aos seus anjos Ele mandou
Que te guardem em todos os teus caminhos. Eles te sustentarão em suas mãos,
Para que não tropeces em alguma pedra. Sobre serpente e víbora andarás,
Calcarás aos pés o leão e o dragão.
Pois que se uniu a mim, eu o livrarei;
E o protegerei, pois conhece o meu nome. Quando me invocar, eu o atenderei;
Na tribulação estarei com ele; Hei de livrá-lo e o cobrirei de glória. Será favorecido de longos dias,
E mostrar-lhe-ei a minha salvação.
março 30, 2004
Ouvindo o Sol nascer de dentro do mar Com uma paciência...
Não era uma gripe e sim uma bela e monstruosa virose, que me mostrou muito claramente que o tempo passa, e como passa. Tem gente que tem e nem se abala, eu quase empacotei.
Dei o maior vexame no domingo à noite: entupi a pia do banheiro com uma vomitada monster.
Alline e Eduardo, obrigado por mais uma vez me aturarem. O "Dream Team" mostrou que funciona de verdade e conseguiram me aturar legal.
Peguei essa virose na sexta-feira, na Receita Federal, pode? Lugar superlotado de gente, ar condicionado, ambiente fechado. Além de me deixarem na malha fina, ainda pego virose.
Já pararam para pensar que isso não tem cura? é só ficar quietinho, com uma paciência enorme esperando passar? e se o vírus for de uma espécie desconhecida e fatal? Mass Desctruction Weapons, pode bem ser que o Sadam não tivesse, mas com certeza o Bush tem, e ninguém fala nada!
Eu falo! Um viruzinho desses, bem desconhecido, pego por um acaso numa floresta amazônica da vida - não precisa nem ser transmutado em laboratório -, e bye bye Raça Humana... vai tudo ficar quietinho esperando passar: Sadam e Bush juntos, na mesma balada.
Esse, que eu peguei, felizmente parece que está passando - já consegui até chegar no micro -, mas deixou marcas em mim. Principalmente aproveitei para aprender muita coisa, como a quantidade enorme de "pensamentos" estúpidos e idiotas que habitavam minha mente, e nos momentos de maior de maior febre se mostraram: fui expulsando um a um. Tem muita coisa que a gente não entende ainda, mas tudo tem um motivo de ser.
A imagem da área de trabalho do meu micro fica aqui para documentar este momento. É a Maserati que Eduardo fez para ele.
escrito por abrir só este post 6:21:00 AM
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Ouvindo Sade, sempre Sade Lovers Live é DVD obrigatório, pra quando houver um home theater...
Sonhar é de graça, e faz bem! Sonhe sempre, muito e cada vez mais alto. Aqui vai uma vista frontal da Maserati Quattroporte Feliz.
Sonhar é um dom que temos destinado a construir nosso futuro que será nosso presente. É muito mais do que isso. Temos uma responsabilidade com nossos sonhos, a qualidade deles é fundamental para a qualidade da humanidade.
Um aviso: o contrário do sonho positivo é o desespero - já pensou nisso? É o caminho mais fácil para construir obstáculos inúteis e abrir campo para o desatino.
Sonhe alto e bem sonhado. Sonhar com uma Maserati Quattroporte Feliz é um bom e perdoável sonho... ajuda a transpor as agruras inevitáveis do mundo material. Mas não se atenha só à Maserati: faça-a feliz! E faça feliz a todos.
PS. Adoro meu Palio Fire. Pelo menos a fábrica é a mesma...
Ouvindo Fleetwood Mac e Eric Clapton Dias de decisão.
Esta foto ao lado é a nova pintura da Janela de Apipucos. Para quem não conhece, esta janela faz parte da obra de François Porpetta, é só ir nesse botão aí ao lado e abrir os textos dos Anjos de Prata ou os vindos do Schico, está nos dois. A história é totalmente verídica.
Assim que der, coloco uma observação no François Porpetta com a nova foto da janela.
Lembro agora da história do cara que não sabia por onde sair da situação em que se encontrava, que não era absolutamente confortável.
Ergueu seu pensamento a Ele e pediu: "Deus, se há uma saída, por favor, me mostre qual é."
Basta isso. Fé, muita fé.
Qual era a história? Qual era a enrascada? Só interessa que havia uma única saída, e ela apareceu no instante definitivo. Clara, nítida e precisa. Assim é que funciona.
O cara entregou a Ele sua decisão, não interferiu mais com sua vontade - em outras palavras: muitas vezes nossa vontade de tão errada, atrapalha os caminhos para a manifestação da saída correta. Deixando de interferir, e tendo Fé, liberou os canais para que a decisão d'Ele se manifestasse.
Schiquinho, quando é que tu vais dar descanso para Ele? Falta tão pouco... quase mais uma vez?
Só para chamar excelentes fluidos, apresento para vocês a: Maserati Quattroporte. 400 HP, motor Ferrari (aliás chama-se Grupo Ferrari - Maserati), câmbio no volante tipo borboleta, DVD no banco de trás e precisa mais alguma coisa além dos 400 HP? É só ir no link aí acima e brincar de construir a sua Maserati: diversão e felicidade garantidas. Pode escolher a cor das pinças de freio, qual a cor do couro do jogo de malas de viagem especialmente feito para o carro, o acabamento do painel em mogno, raiz de noz, ou titânio, mas tudo com 400HP!
Este tem sido um tempo de conexões que aparecem do nada, as coisas vão acontecendo e de repente se percebe que um detalhe daqui tem conexão com um detalhe dalí. Como elos que se apresentam, mostrando que tudo é um só caminho, que nada está "ao acaso" e que tudo tem um motivo.
"Espelho, espelho meu, desejo que minha conexão com a Maserati Quattroporte seja a chave de ignição, se houver uma..." Nunca é demais tentar...
escrito por abrir só este post 7:53:00 PM
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março 16, 2004
Ouvindo Craig Chaquico E mirando em tudo que se apresentar na frente...
...passou muriçoca na minha frente, tô mirando e atirando: em alguma coisa vou ter de acertar. Não vai ser por falta de tentativa...
Passei a tarde inteira fazendo esferas. Tô o legítimo Rei das Esferas. Se alguém souber pra que serve isso, favor me informar. Essa tá tão espacial... vou pendurá-la na minha spaceship esta noite. Vai ficar balançando no monitor-retrovisor, só pra nunca me deixar esquecer do Nordeste...
Ouvindo David & Steve Gordon - Som de tambores índios Essa semana vou ter de ser índio, forte e decidido...
... a Natureza me diz isso, através de tudo e das estrelas.
Alpha Centauri tava me expiando essa noite, pela janela.
Esse som dos tambores índios, entre os que conheço, é dos que mais intuitivamente me ligam à Natureza Estelar. Perfeito para ser ouvido ao volante da nave espacial. I miss you spaceship.
escrito por abrir só este post 10:52:00 AM
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março 13, 2004
Ouvindo um sax soft-jazz Tem gente que odeia, eu gosto.
"Uma completa reestruturação dos mecanismos, caminhos e proporcionalidades dos destinos e da distribuição do produto do trabalho e do dinheiro, são fundamentais para a erradicação da fome e da miséria, e para o consequente estabelecimento de uma mais digna distribuição de renda neste país.
Isto não significa que os ricos obrigatoriamente serão menos ricos, poderão até ampliar suas riquezas, mas significa, fundamentalmente, que nem só os ricos obterão benefícios do trabalho produzido." Trecho de manuscrito de François Porpetta (1600-1647), cujo título é Previsões Futurologísticas e Soluções para o Brasil, recentemente encontrado e em fase de restauração pela equipe da Fundação François Porpetta para o Bem da Humanidade.
escrito por abrir só este post 10:07:00 AM
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março 12, 2004
Ouvindo Van Morrison no rádio E achando coisas nas gavetas...
Ninguém me perguntou se eu queria. É uma daquelas coisas que os pais de antigamente faziam sem nem se importar se as crianças queriam ou não.
Bom, talvez alguns ainda hajam assim, mas por essas e por outras coisinhas mais eu resolvi não ser assim com meus filhos, e democraticamente coloco tudo em discussão - o que não quer dizer que eu não faça aquilo que democraticamente decido que é o certo, mas pelo menos ouço as outras partes.
Eu era bem miudinho e nem sabia das coisas da vida, mas sabia que deixava meu pai tremendamente frustrado o fato de eu ser torcedor fanático do Santos! Justo o Santos da era de Pelé, Coutinho, Pepe, Mengálvio, Zito e do Gilmar que até andava lá em casa na época que jogava no Corinthians, não que fosse nos visitar, mas minha mãe tinha uma Escola de Corte e Costura, e às vezes ele vinha buscar uma das alunas, sabe-se lá para o quê.
Nem sei quando, nem como, meu pai ficou sabendo que uma casa lá no bairro - Rua dos Italianos, Bom Retiro, São Paulo-SP,tipo divisa com Barra Funda - estava pegando fogo, e lá foi o atirado salvar o que podia. Botou um lenço molhado no rosto, entrou lá dentro e extinguiu o foco do fogo que era algum aquecedor no banheiro ou coisa assim, como posso me lembrar?
O dono da casa era Diretor do Corinthians. Meu pai é o maior e mais fanático torcedor do Corinthians que já soube ter existido, em qualquer tempo. Resultado: todos ganhamos títulos de sócios do Corinthians, mesmo os mais ferrenhos santistas que não pediram - eu. Devia haver alguma campanha para aumento do número de sócios, ou algo parecido, e talvez tenha sido a única coisa que o cara pudesse oferecer e que meu pai mais desse valor. Sócio do Corinthians!
Eu disse todos? Peraí, eu não me lembro de alguma vez meu pai ter tido uma carteirinha de sócio do Corinthians, vou perguntar sobre essa história, mas acho que ele só pediu um título pra mim! Justo pra mim!
Ou foi uma extrema e nobre demonstração de desapego e dedicação ao filho único, ou uma absurda e extravagante vingança: quer ser santista é? então vai ser sócio do Corinthians! E isso me acompanha até os dias de hoje...
Até frequentei assíduamente o clube. Lembro direitinho do dia que o Garrincha foi contratado, era gordo, em fim de carreira e fazia exercícios todo coberto de agasalhos. Eu não aceitava obrigarem o cara a fazer aquilo. Várias vezes por semana tomava um ônibus amarelo que passava lá perto de casa e ia sozinho pro Corinthians. Descia na Rangel Pestana e andava a Rua São Jorge todinha até chegar ao clube. E entrava morrendo de medo que descobrissem que eu torcia para o Santos!
Fazia natação, esse foi o pretexto que usaram para me convencer a aceitar essa situação vergonhosa, era altamente asmático e precisava da natação - cruzava o tanque de saltos, o mais profundo, só pra mostrar que sabia nadar. Esqueci tudo: hoje sou um martelo sem cabo, e sem asma. Já ouviu história de alguém que esqueceu a nadar? Eu. A minha história. Talvez eu nem soubesse nadar direito e tivesse um tremendo dum fôlego, e cruzasse a piscina sem respirar...
Esqueci do Santos, também esqueci do futebol. As brigas de torcidas, a violência nos estádios, a minha total inabilidade com a bola, e a descoberta das garotas e outras coisas assim me afastaram desse monte de macho reunido. Fui jogar tênis. Sorte minha, hoje posso assistir qualquer jogo, com quaisquer times, e gostar do esporte - ou não, porque sou exigente.
Esta semana, mexendo nas gavetas, descobri a abominável chaga em meu passado, esta vergonha escondida no tempo, a prova material de que um dia frequentei o Corinthians: sócio número 62.221...
Coitado do meu pai: o filho torce para o Santos e para o Guarani (tem mais essa também...), o neto para o Palmeiras (isso é demais para um coração corinthiano), e a neta para o São Paulo. E o time vai pra segunda divisão...
Tá bom, vai. Eu gostava de ir pro clube, jogava boliche - era a melhor pista de São Paulo à época. Nunca fui anti-corinthiano, mas também nunca fui a favor. Acho que a primeira divisão vai acabar, porque só vai dar renda na segunda. Na verdade, pode acabar o futebol, que o Corinthians continua.
Que falta que o Matheus faz, hein, pai? Ele já dizia que o maior problema do Conthians era o excesso de talento:
- "tá lento o meio campo, tá lento o ataque..."
Ouvindo som Relax (da pasta Relax) Tem vezes que flui...
...mas tem vezes que empaca.
De repente tudo ficou difícil de pegar, até no tranco. Daí o som do Relax para incentivar esse vôo às alturas, que nem precisam ser tão altas. Acompanham: profunda oração e incenso.
Tô precisando me isolar de tudo e de todos, um mínimo que seja, o suficiente para poder me enxergar com meus outros olhos. Presumo que possa me isolar de tudo sem sair daqui: é mais barato.
É um como não ser eu mesmo, vendo a mim mesmo, com "olhos" limpos.
Visão de mim, que me atormenta. Aqui, quando regresso, quase sempre essa visão que trago não agrada, tem sido um tormento. Procuro uma atenuante, uma justificativa, um apoio: mas nada. Vazio.
A marca que fica em mim, e que levo para o "pouco acima" nas raras vezes em que saio, é como um cheiro impregnado: é isto que de mim carrego, e tem uma significância de sentimento muito forte e com peso, e este peso me incomoda, pois deveria flutuar muito mais leve. Na volta, este peso-cheiro-significância quer me falar alguma coisa:
Incompleto. Quase - essa palavrinha tem me acompanhado há tanto tempo. Na trave. Uuuuhhhhhhhhh..., oooohhhhhhhh...., aquele grito contido da torcida, e que escapa pela garganta coletiva. Putz! e a mão direita fechada socando a palma da mão esquerda aberta.
Não quero este resumo de mim. Quero poder gritar: GOOOOOOL! Pelo menos uma vez.
Surge o pequeno garoto, aparentando uns cinco ou seis anos, sorridente - com um sorriso único, nunca antes tinha visto um sorriso assim -, repleto de tanta felicidade e consciência, como se a si só se bastasse. Sorriso que Tudo nele continha. Paz Perfeita.
Eu estava deitado em minha cama, ele veio de cima e sorriu para mim: e este sorriso dizia tanta coisa, não precisava falar. Num movimento em câmara lenta, tocou o centro de minha testa com a ponta do dedo indicador de sua mão direita.
Abri os meus olhos e acordei, ainda com sua visão em minha mente, tentando lhe sorrir um agradecimento. Obrigado.
escrito por abrir só este post 10:08:00 AM
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março 08, 2004
Ouvindo Michael McDonald na Jazz FM 102.2 - London E preparando a Lista Semanal, que agora vai até sexta somente. Oba!!!
Não adiantou nada: ontem à noite fiquei nervoso, elevei o tom da voz e fiz merda de novo. Pode?
Parece fácil, mas como é difícil vencer a natureza humana...
Tem uma observação que coloquei hoje no post de ontem, fica no palavra expressa ¹, é só procurar lá no meio e fim. Tá extenso, mas veio assim e preferi colocar do jeito que veio.
escrito por abrir só este post 9:36:00 AM
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março 07, 2004
Ouvindo Craig Chaquico, e escrevendo.
A transmissão do pensamento, o fluído universal.
Quando um pensamento é dirigido a um ser qualquer, sobre a Terra ou no espaço, (...), estabelece-se uma corrente fluídica de um para outro, transmitindo o pensamento. Lido aqui, pg.307.
A energia dessa corrente está em razão do vigor do pensamento e da vontade(...), e acrescento: da natureza do pensamento.
Sonho muito interessante esta noite, e parece que com o desenvolver da vida, cada ato, cada pensamento, cada atitude tem sua origem e finalidade mais nítidas. Nada como viver para aprender a viver. Parece besta, mas não tanto assim – não tem outro jeito.
A força do pensamento é fundamental, até um ponto na vida, ou nas vidas, em que a natureza deles se torna mais clara, mais importante, nítida na sua finalidade.
Basta olhar para trás para vermos quanto pensamento inútil, quanta energia foi desperdiçada ao longo dos anos, quanta dificuldade criamos para nós mesmos por não sermos hábeis o bastante para trabalhar o pensamento corretamente.
Na calma do instante mais íntimo, cada um de nós pode recuperar mentalmente toneladas destes pensamentos aparentemente inúteis: uns que nos desviaram ou que construíram castelos de areia derrubados ao sopro da diversidade humana; outros que nos levaram a cair em ciladas preparadas para que nós mesmos construíssemos obstáculos ao próprio progresso. Tão poucos os que nos levaram ao rumo certo – quase todos eles em nossa infância, e por isso mesmo sem muito conhecimento do que fazíamos. Quando acertamos é quase sempre “sem querer”.
Quando crianças não tínhamos noção da força e das possibilidades do pensamento: eles brotavam em profusão estonteante, com tamanha e desconhecida força vinda principalmente de sua pureza. Este é um dos caminhos, basta voltar, basta lembrar deles para abrir-se a estrada.
Foi um sonho interessante, e ele me colocava no alto de uma montanha em que podia olhar em volta e ver minha vida se passando, só que eu não estava nem mesmo dormindo quando sonhei a primeira parte: só estava sentado no sofá. A segunda parte, mais emblemática, esta se passou todinha em sonho - muito forte e que mal me lembro agora acordado, mas posso sentí-lo intensamente.
Numa situação dessas fica fácil de ver os erros que cometemos, e mais fácil ainda sentir o ridículo das desculpas que a nós mesmos nos dávamos para justificar a impossibilidade de um desempenho melhor. Tá bom, parte disso se dá por não termos uma noção clara e correta do que seria esse tal de “desempenho melhor”. Nossa criação, nossa cultura, nosso universo terrestre atual é todo feito para nos moldar em direção a uma determinada e exigida atitude, caso contrário não somos “pessoas de sucesso”.
Minhas mais nítidas imperfeições reveladas, e que só eu não queria ver e aceitar:
- Muito nervoso, demais.
- Tenho uma voz forte, mesmo quando para mim falo baixo é alto para os outros.
- Meus descontroles criaram obstáculos enormes pela expressão da Palavra.
Aí entra a seqüência do pensamento: a palavra expressa¹.
Alguém: - “Pense com muito cuidado antes de pronunciar qualquer uma delas; mais ainda antes de escrevê-la. O poder do pensamento materializado e expresso por uma palavra é imenso. Use-o a seu favor. Desenvolva essa habilidade. Desenvolva sua vida”.
Isso pode não parecer importante na juventude, mas numa certa fase da vida nos é cobrado em cada olhar que nos é dirigido no dia-a-dia desse mar de gente perdida por aí. Totalmente questionável. Então porque não questionamos antes?
A ação, pós-questionamento, é sermos mais seletivos na qualidade dos pensamentos e das palavras. A intuição é muito rápida nisso, muito mais rápida que o pensamento e a consequente palavra: nossa maior aliada.
¹ Palavra expressa, aqui, no sentido de materializada externamente, pois ao simplesmente pensarmos já estaremos expressando a palavra para o Universo através das ondas de pensamento, cada um com sua energia, vontade e natureza próprias. Vem a questão do ovo ou a galinha, quem vem primeiro a palavra ou o pensamento? A intuição, que é muito maior do que a simples palavra pois contém em si a idéia completa. Daí ser mais rápida e mais forte e poder ser expressa em qualquer idioma.
escrito por abrir só este post 11:19:00 AM
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Esta semana fizemos algo que há mais de ano não fazíamos: fomos ao cinema duas vezes, os três juntos.
Vimos primeiro The Last Samurai com Tom Cruise, na terça-feira e ontem vimos na última sessão antes de sair de cartaz o Lost in Translation da Sofia Coppola.
E meio sem querer querendo, assistimos dois filmes que de certa maneira se completam mesmo sem terem sido feitos com essa intenção: os dois tratam da "descoberta" do Japão por americanos, no sentido de saberem que existe um Japão.
Algumas conclusões rápidas:
1 - Tom Cruise não ia decepcionar, e fez mais um filme - Samurai - até que políticamente correto, e bastante interessante. Gostei muito do filme.
2 - Conseguiram arrumar a japonesa mais parecida com Julia Roberts que existia... padrão americano em tudo, para ser consumido por americano. Este é o senão do filme.
3 - Estereotipam o japonês como corrupto, tudo bem que o Japão é um reconhecido mar de corrupção, mas não deixam tão claro como deviam - ou não puderam? - o papel americano de corruptor mundial. Quem mais propaga a corrupção no mundo são justamente os americanos, mas tuuuudo dentro da lei e por uma causa nobre: a deles.
4- Lost in Translation decepciona. Sabe-se lá os motivos que levaram a ganhar Oscar de melhor roteiro original. Talvez porque fale da vida de artista de cinema. É fraco o filminho - bom pra sessão da tarde daqui uns 3 anos.
5 - Marcante mesmo é a referência sobre os 127 anos que se passam entre um filme e outro, a transformação gerada pela tomada de decisão de um Imperador aparentemente indeciso e relutante. Mesmo depois do mais bárbaro crime da história da humanidade - juro, peço por Deus que esse crime nunca seja superado - que foram as duas bombas atômicas lançadas pelos americanos sobre o Japão, este povo mostra do que é capaz. Será que foi boa a transformação? será que foi ruim? mas tinha de ter sido.
6- Tomara que o Lula assista aos dois filmes nessa ordem. Alguém precisa fazer mudanças estruturais nesse Brasil. Programa nenhum tem capacidade de transformar nossa brutal e mais hedionda anomalia, que é a concentração estúpida e absolutamente impermeável de renda. Não é por nada não, mas esse parece que já se rendeu. Quando virá o próximo?
escrito por abrir só este post 10:13:00 AM
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março 02, 2004
Ouvindo MPB - Bebel Gilberto, Cassiano, Djavan, Flavio Venturini e Leila Pinheiro Tenho estudado e pesquisado bastante...
... o momento faz a pesquisa absolutamente necessária, e o estudo mais ainda, pois enquanto não chego no nível que desejo fico agoniado. Tô fazendo esfera como ninguém...
Todo dia é o primeiro dia do resto de minha vida!
Vivo - pelo menos essa é a idéia - cada um deles como se assim fosse, ou o último, tanto faz. Zero e um, ou um e zero. Sempre me fascinou a idéia de que está mais próximo da maneira ideal de viver, aquele que vive seus dias com a leveza de que cada um deles pudesse ser o último: com a consciência tranquila.
Some-se a isso a leveza daquele que vive como se cada dia fosse o primeiro: muito ainda se tem a realizar.
Será o Universo composto de zeros e uns? Um imenso computador? Todo e qualquer número é composto de zero e um: bastam zeros e uns para se fazer um infinito. Ou zero infinitos. Viu que coube um plural aqui? como pode haver plural de zero? será o zero tão nada, mas tão nada que é infinitamente nada?
Deus sempre disse que Ele é muito simples. Nós seres humanos que complicamos.
Tá, parece que tem uma metade feminina nesses seres humanos que é responsável pela maior parte dessa complicação toda, mas isso é outro papo...
escrito por abrir só este post 8:29:00 AM
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